Tília de copa densa e folhagem que prateia ao sol
Tília-prateada · Tilia tomentosa
Onde o alinhamento de tília se complica com a melada dos afídeos sobre passeios e viaturas, esta espécie resolve o problema à partida: a folhagem prateada repele a colonização e mantém o pavimento limpo sob copa densa.
- Dense rounded crown casts deep, even summer shade
- Silver-backed leaves shimmer and pale in the lightest breeze
- Fragrant cream flowers in high summer draw bees in numbers
Sobre esta espécie
Distingue-se das tílias mais correntes no mercado português (Tilia cordata, Tilia platyphyllos) por duas características de projecto. A copa, cónica e densa em exemplar jovem, regulariza-se com facilidade em poda de formação, o que a torna fiável em alinhamento e em separador central. O reverso tomentoso e prateado da folha confere-lhe ainda uma resistência aos afídeos que as outras tílias não têm, reduzindo a melada que suja passeios, viaturas e mobiliário urbano sob a copa.
O comportamento térmico é o seu argumento mais forte para clima ibérico. Em períodos de calor e seca, a folha orienta-se de modo a expor o reverso pubescente, reflectindo a radiação solar, baixando a temperatura foliar e contendo a perda de água por transpiração. Daí uma tolerância ao stress hídrico superior à da generalidade do género, que sustenta o seu uso em arruamento exposto a pleno sol.
Adapta-se a solos francos, argilosos e mesmo calcários, com a única exigência prática de drenagem assegurada, pois não…
Distingue-se das tílias mais correntes no mercado português (Tilia cordata, Tilia platyphyllos) por duas características de projecto. A copa, cónica e densa em exemplar jovem, regulariza-se com facilidade em poda de formação, o que a torna fiável em alinhamento e em separador central. O reverso tomentoso e prateado da folha confere-lhe ainda uma resistência aos afídeos que as outras tílias não têm, reduzindo a melada que suja passeios, viaturas e mobiliário urbano sob a copa.
O comportamento térmico é o seu argumento mais forte para clima ibérico. Em períodos de calor e seca, a folha orienta-se de modo a expor o reverso pubescente, reflectindo a radiação solar, baixando a temperatura foliar e contendo a perda de água por transpiração. Daí uma tolerância ao stress hídrico superior à da generalidade do género, que sustenta o seu uso em arruamento exposto a pleno sol.
Adapta-se a solos francos, argilosos e mesmo calcários, com a única exigência prática de drenagem assegurada, pois não tolera encharcamento prolongado. Resiste a mínimas da ordem dos -10 °C sem stress invernal nas condições portuguesas, pelo que cobre desde o litoral até ao interior norte. Em caldeira urbana, o sistema radicular não tem o carácter agressivo que levanta pavimentos, sendo compatível com caldeiras de dimensão corrente em arruamento.
De crescimento médio, atinge porte de sombra (15 a 25 m de altura por 10 a 15 m de copa em desenvolvimento pleno) ao longo de várias campanhas, ganhando presença em praça pública e parque urbano. A floração creme, em Julho e Agosto, é tardia no género e intensamente melífera, atraindo abelhas e polinizadores; a folhagem vira para amarelo no Outono. A folha prateada destaca-a na paisagem e dá-lhe leitura própria em maciço ou em exemplar isolado, distinguindo-a das restantes tílias à distância.
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