Perfume outonal numa sebe que nunca perde a folha
Osmanto · Osmanthus heterophyllus
Próximo do azevinho em projecto, com uma diferença morfológica decisiva: a disposição foliar é oposta, não alterna. Arbusto perene de crescimento lento e copa densa, adapta-se a solos urbanos compactados e tolera o clima da cidade.
- Perfume intenso e adocicado entre setembro e novembro
- Folhagem perene coriácea e brilhante, de textura variada e rica
- Copa densa e arredondada, de três a seis metros
Sobre esta espécie
Com porte compacto entre 3 e 6 metros de altura e largura equivalente, o Osmanthus heterophyllus mantém uma copa arredondada e densa que dispensa intervenção de formação frequente. As folhas coriáceas, verde escuro brilhante, de 3 a 7 cm, são dimórficas: nos ramos jovens apresentam margem espinhosa com um a quatro dentes apicais; nos ramos adultos da copa superior tendem para a margem inteira. Esta variação morfológica, que dá origem ao epíteto heterophyllus, constitui uma vantagem funcional em sebes de contenção e barreiras anti-intrusão, onde as folhas jovens espinhosas dos estratos inferiores cumprem papel dissuasor sem exigir arame ou grade.
A espécie tolera solos calcários compactados, solos argilosos com drenagem moderada e exposição de meia-sombra, condições frequentes em contextos urbanos densos e em pátios interiores. Resiste a temperaturas na ordem dos -15 a -20 °C, o que cobre a totalidade do território português, incluindo os invernos de Trás-os-Montes interior, sem…
Com porte compacto entre 3 e 6 metros de altura e largura equivalente, o Osmanthus heterophyllus mantém uma copa arredondada e densa que dispensa intervenção de formação frequente. As folhas coriáceas, verde escuro brilhante, de 3 a 7 cm, são dimórficas: nos ramos jovens apresentam margem espinhosa com um a quatro dentes apicais; nos ramos adultos da copa superior tendem para a margem inteira. Esta variação morfológica, que dá origem ao epíteto heterophyllus, constitui uma vantagem funcional em sebes de contenção e barreiras anti-intrusão, onde as folhas jovens espinhosas dos estratos inferiores cumprem papel dissuasor sem exigir arame ou grade.
A espécie tolera solos calcários compactados, solos argilosos com drenagem moderada e exposição de meia-sombra, condições frequentes em contextos urbanos densos e em pátios interiores. Resiste a temperaturas na ordem dos -15 a -20 °C, o que cobre a totalidade do território português, incluindo os invernos de Trás-os-Montes interior, sem necessidade de protecção adicional. A tolerância à poluição atmosférica e ao sombreamento parcial torna-o utilizável em arruamentos de exposição limitada onde Ilex aquifolium teria desempenho menos consistente.
A floração, em Setembro e Outubro, produz flores tubulares brancas de quatro lóbulos, escondidas pela folhagem mas de fragrância intensa, perceptível a vários metros de distância. Trata-se de uma janela de interesse sensorial no período de menor actividade ornamental na maioria dos maciços arbustivos. A espécie é dióica; os frutos, drupas roxo-escuras de 1,5 cm, raramente se formam em condições de cultivo, o que simplifica a gestão em espaço público.
O crescimento lento e o sistema radicular contido facilitam a integração em caldeiras de dimensão restrita e em canteiros contíguos a redes técnicas, sem risco documentado de levantamento de pavimento. A espécie não apresenta problemas fitossanitários graves; a vigilância deve incidir sobre cochonilhas e afídeos em plantações densas ou com circulação de ar reduzida. Não figura nas listas de espécies invasoras do Decreto-Lei n.º 92/2019, sendo compatível com PDM que imponham restrições ao uso de taxa invasoras em espaço verde público.
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