Freixo de floração para jardins secos e solos calcários
Freixo-de-flor · Fraxinus ornus
Freixo de menor porte e silhueta arredondada, indicado em alinhamento e maciço onde se procura o registo do freixo-comum sem expor o projecto à pressão da chalarose. Tolera calor estival e solo calcário.
- Cachos cremosos de flores perfumadas no fim de Maio e Junho
- Copa redonda e folhosa, de folhagem pinada e textura leve
- Folhagem que vira a tons amarelos a arroxeados no Outono
Sobre esta espécie
O freixo-de-flor desenvolve um porte arredondado e regular, atingindo em cultivo 8 a 15 m de altura por 6 a 10 m de copa, com ritmo de crescimento médio e fuste recto que responde bem a poda de formação. Distingue-se do freixo-comum pela silhueta mais contida, pela folhagem mais densa e pelas panículas brancas perfumadas em Maio e Junho, traço ornamental que justifica a sua presença em situações de proximidade ao utente: praças, pátios, separadores centrais com caldeira ampla.
Para o paisagista que pondera Fraxinus em arruamento ou em alinhamento, o ponto decisivo é fitossanitário. A chalarose, causada por Hymenoscyphus fraxineus, condiciona hoje qualquer especificação de Fraxinus excelsior na Europa continental e na fachada atlântica; F. ornus apresenta tolerância substancialmente superior ao patogénico, posição confirmada nos ensaios europeus em curso. Não substitui o freixo-comum em ripícola fresca, mas ocupa com vantagem o lugar do freixo em registo ornamental…
O freixo-de-flor desenvolve um porte arredondado e regular, atingindo em cultivo 8 a 15 m de altura por 6 a 10 m de copa, com ritmo de crescimento médio e fuste recto que responde bem a poda de formação. Distingue-se do freixo-comum pela silhueta mais contida, pela folhagem mais densa e pelas panículas brancas perfumadas em Maio e Junho, traço ornamental que justifica a sua presença em situações de proximidade ao utente: praças, pátios, separadores centrais com caldeira ampla.
Para o paisagista que pondera Fraxinus em arruamento ou em alinhamento, o ponto decisivo é fitossanitário. A chalarose, causada por Hymenoscyphus fraxineus, condiciona hoje qualquer especificação de Fraxinus excelsior na Europa continental e na fachada atlântica; F. ornus apresenta tolerância substancialmente superior ao patogénico, posição confirmada nos ensaios europeus em curso. Não substitui o freixo-comum em ripícola fresca, mas ocupa com vantagem o lugar do freixo em registo ornamental urbano.
Comporta-se com firmeza em solos bem drenados, incluindo calcários compactos do tipo encontrado em Lisboa e em zonas calcárias do litoral centro, bem como em solos francos de fertilidade média. Resiste a -15 °C, pelo que cobre o território nacional sem reservas, e tolera o calor estival prolongado do Alentejo e do interior alentejano e ribatejano. A tolerância ao salitre é baixa, o que desaconselha a primeira linha costeira; em segunda linha, abrigado de vento marítimo directo, comporta-se sem problema.
O sistema radicular não é agressivo para pavimento, requisito útil em caldeira urbana de 1,5 m e em proximidade de redes técnicas. A folhagem vira para amarelo, por vezes púrpura, no final do Outono. Espécie sem registo de comportamento invasor em Portugal e presente naturalizada em vários jardins históricos, integra-se sem fricção em cadernos de encargos que privilegiem espécies de clima mediterrânico adaptadas a stress hídrico moderado.
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