Freixo de folha estreita para sombra rápida em solo fundo
Freixo · Fraxinus angustifolia
Espécie autóctone das galerias ripícolas ibéricas, o freixo-comum responde a especificações de alinhamento urbano e parque com tolerância térmica e edáfica que o Fraxinus excelsior não oferece em projecto mediterrânico continental.
- Copa larga e arejada com folha pinada fina que filtra a luz
- Crescimento rápido em terra fresca, compondo sombra densa cedo
- No Outono vira a amarelo limpo que persiste algumas semanas
Sobre esta espécie
Distingue-se do Fraxinus excelsior pelos gomos castanho-claros, pela casca mais sulcada e pelos folíolos lanceolados e glabros, mais estreitos que os da congénere centro-europeia. Para o paisagista que tem visto a chalarose (Hymenoscyphus fraxineus) eliminar plantações de freixo no centro e norte da Europa, esta espécie apresenta susceptibilidade documentada inferior à do freixo-europeu, o que justifica considerá-la como freixo de substituição em arruamentos e galerias ripícolas onde a continuidade do género é desejável.
Tolera bem o calor estival prolongado e o défice hídrico característico do interior alentejano, mantendo vigor em solos frescos com lençol freático acessível. Aceita solos argilosos compactados e calcários moderadamente drenados; em encharcamento sazonal comporta-se melhor que o plátano e que a maioria das tílias. O sistema radicular é profundo e pivotante na sementeira, tornando-se mais lateral em transplantação repetida, condição que reduz o risco de levantamento…
Distingue-se do Fraxinus excelsior pelos gomos castanho-claros, pela casca mais sulcada e pelos folíolos lanceolados e glabros, mais estreitos que os da congénere centro-europeia. Para o paisagista que tem visto a chalarose (Hymenoscyphus fraxineus) eliminar plantações de freixo no centro e norte da Europa, esta espécie apresenta susceptibilidade documentada inferior à do freixo-europeu, o que justifica considerá-la como freixo de substituição em arruamentos e galerias ripícolas onde a continuidade do género é desejável.
Tolera bem o calor estival prolongado e o défice hídrico característico do interior alentejano, mantendo vigor em solos frescos com lençol freático acessível. Aceita solos argilosos compactados e calcários moderadamente drenados; em encharcamento sazonal comporta-se melhor que o plátano e que a maioria das tílias. O sistema radicular é profundo e pivotante na sementeira, tornando-se mais lateral em transplantação repetida, condição que reduz o risco de levantamento de pavimentos em caldeira de 1,5 m.
Atinge 15 a 25 m em situação favorável, com copa arredondada e ligeiramente espalhada, fuste recto sob poda de formação correcta. A folhagem é pinada, fina, com 7 a 13 folíolos estreitos que conferem sombra filtrada útil sob alinhamento contínuo. A viragem outonal estende-se de amarelo a cobre, com queda tardia em ano atlântico; a floração precoce, em Março e Abril, antecede a foliação e passa discreta no enquadramento urbano.
Figura na lista de flora autóctone do ICNF, condição que satisfaz quotas de espécies nativas em PDM com exigência explícita e simplifica a justificação técnica em cadernos de encargos municipais. Comporta-se historicamente como espécie de galeria ripícola em todo o território continental, do Minho ao Algarve, integrando enquadramentos paisagísticos que valorizam a vegetação ribeirinha nativa sem comportamento invasor documentado em Portugal.
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