Faia europeia para jardins frescos e húmidos do Norte
Faia · Fagus sylvatica
Grande caducifólia estrutural para projectos de cota elevada e clima atlântico fresco, a faia europeia prospera no Norte interior, nas serras centrais e em parques de altitude, sobre solos profundos e bem drenados com Verões temperados.
- Copa larga e oval-arredondada sobre tronco curto
- Casca lisa cinza-chumbo que ganha textura de pele de elefante
- Folha brilhante que vira em cobre seco no Outono
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Sobre esta espécie
A Fagus sylvatica é uma árvore caducifólia de grande porte, alcançando 20 a 35 m de altura e 12 a 20 m de envergadura em condições favoráveis, com copa densa e arredondada e uma casca cinzenta-escura, lisa, que ganha textura paquidérmica nos exemplares maduros. Em projecto, ocupa o papel estrutural de uma tília ou de um carvalho-alvarinho, mas com uma silhueta mais regular e uma folhagem mais cerrada, oferecendo ombra plena a partir do quinto a sétimo ano em situação favorável.
A tolerância à seca é baixa e o desempenho está condicionado à humidade atmosférica e à frescura edáfica. A espécie comporta-se bem no Minho, em Trás-os-Montes interior, nas serras da Estrela, do Marão, do Gerês e do Caramulo, e em parques de cota elevada do Centro; em Lisboa em arruamento exposto, no Alentejo seco e em qualquer situação algarvia, o défice hídrico estival compromete o vigor e abrevia a longevidade. Fagus orientalis é uma alternativa mais resistente ao calor seco quando o projecto exige um…
A Fagus sylvatica é uma árvore caducifólia de grande porte, alcançando 20 a 35 m de altura e 12 a 20 m de envergadura em condições favoráveis, com copa densa e arredondada e uma casca cinzenta-escura, lisa, que ganha textura paquidérmica nos exemplares maduros. Em projecto, ocupa o papel estrutural de uma tília ou de um carvalho-alvarinho, mas com uma silhueta mais regular e uma folhagem mais cerrada, oferecendo ombra plena a partir do quinto a sétimo ano em situação favorável.
A tolerância à seca é baixa e o desempenho está condicionado à humidade atmosférica e à frescura edáfica. A espécie comporta-se bem no Minho, em Trás-os-Montes interior, nas serras da Estrela, do Marão, do Gerês e do Caramulo, e em parques de cota elevada do Centro; em Lisboa em arruamento exposto, no Alentejo seco e em qualquer situação algarvia, o défice hídrico estival compromete o vigor e abrevia a longevidade. Fagus orientalis é uma alternativa mais resistente ao calor seco quando o projecto exige um faial estrutural fora destas faixas.
Exige solos profundos, frescos, bem drenados, ácidos a neutros; tolera substratos calcários quando estes mantêm boa drenagem e profundidade útil suficiente, mas não suporta encharcamento sazonal nem solos compactados. O sistema radicular é amplo e superficial em parte, pelo que pede caldeiras generosas e separação confortável de redes técnicas; não é recomendada para arruamentos estreitos nem para situações em que o pavimento confina o desenvolvimento radicular.
Resiste a invernos rigorosos, com mínimos abaixo dos -20 °C, o que a torna fiável em quase todo o território nacional do ponto de vista da rusticidade ao frio. A folhagem é verde-escura, glabra na maturidade, com viragem para amarelo-cobre estável até final de Novembro em condições atlânticas, critério reconhecido em cadernos de encargos de parques municipais. Sem pressão fitossanitária activa em Portugal, mantendo um perfil sanitário tranquilo desde que os solos e o microclima sejam respeitados; longamente naturalizada nos jardins históricos do Buçaco, de Monserrate e da Serra de Sintra sem comportamento invasor documentado.
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