Folhagem púrpura e copa ampla para o jardim fresco
Faia ‘Atropurpurea’ · Fagus sylvatica ‘Atropurpurea’
Onde um projecto pede um exemplar isolado de forte peso cromático, a folhagem púrpura-escura mantida da primavera ao verão impõe-se sem floração de apoio, sobre copa arredondada e densa que ganha escala ao longo de décadas em solo fresco.
- Folha púrpura-escura da primavera ao verão, cobre e escarlate no outono
- Copa ampla, arredondada e densa para jardins e quintas de grande porte
- Tronco direito e liso de casca cinzenta, presente no inverno
Factos-chave
Sobre esta cultivar
Distingue-se da faia-comum de folha verde apenas pela cor: a folhagem ovada e brilhante surge púrpura-escura na primavera, mantém esse tom no verão e vira a cobre e vermelho-escarlate no outono, dando ao exemplar um valor cromático que justifica a sua colocação como ponto focal isolado, em contraste com maciços de folha verde. A copa é ampla, arredondada e…
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Distingue-se da faia-comum de folha verde apenas pela cor: a folhagem ovada e brilhante surge púrpura-escura na primavera, mantém esse tom no verão e vira a cobre e vermelho-escarlate no outono, dando ao exemplar um valor cromático que justifica a sua colocação como ponto focal isolado, em contraste com maciços de folha verde. A copa é ampla, arredondada e densa, sustentada por fuste recto e casca lisa cinzenta, e em estado adulto atinge 20 a 25 m de altura por 12 a 18 m de largura, pelo que pede espaço de desenvolvimento que a exclui de caldeira de arruamento e a destina a parque, alameda larga ou jardim amplo.
O comportamento no local é o critério decisivo nesta espécie. A faia é uma árvore de afinidade atlântica e temperada: prospera em solos profundos, férteis e bem drenados, em situação fresca e húmida, sob exposição soalheira ou de meia-sombra, e o seu vigor depende mais da reserva de água no solo do que da resistência ao frio, que é ampla. No centro e norte de Portugal, em solo fresco e com boa pluviosidade, comporta-se como exemplar de longa duração e baixa manutenção.
A limitação a gerir é o stress hídrico estival: o sistema radicular relativamente superficial não suporta seca prolongada, e árvores adultas já debilitadas podem sucumbir a estiagens severas. No interior quente e seco, ou em qualquer ponto sem reserva hídrica garantida, a colocação exige solo profundo, exposição com sombra parcial nas horas de maior calor e rega de apoio firme nos primeiros verões após plantação, sem a qual o pegamento e a manutenção da folhagem ficam comprometidos. Não tolera encharcamento nem drenagem deficiente, que devem ser corrigidos antes da plantação.
De crescimento lento a moderado, não dá resultado imediato em calibre, mas o fuste recto e a densidade de copa recompensam o tempo. Presta-se bem a poda de formação e a sebe estrutural alta, tolerando o corte sem perda de densidade, e não figura entre as espécies sob pressão fitossanitária relevante no mercado português.
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