Coluna vertical estreita para jardins mediterrânicos
Cipreste-comum ‘Stricta’ · Cupressus sempervirens ‘Stricta’
Cultivar fastigiada do cipreste-comum, especificada quando o projecto exige uma linha vertical estreita e estável: marcação de eixos, alinhamentos em acesso, pontuação rítmica em jardim mediterrânico ou contemporâneo, sem ocupar largura útil.
- Coluna densa e verde-escura, de dois a três metros de largura
- Presença escultórica que organiza o jardim numa única linha vertical
- Mantém o porte ano após ano sem tutoria nem poda
Factos-chave
Sobre esta cultivar
Distingue-se da espécie tipo, de copa cónica e ramificação variável, pela coroa estritamente colunar de 2 a 3 metros de largura para 15 a 20 metros de altura em planta adulta. Esta proporção, próxima de 1:7, é o motivo pelo qual entra em projecto: oferece massa vertical sem comprometer a largura do espaço canal, do passeio ou do separador.
Comporta-se bem nas condições ibéricas em que outros coníferos de porte vertical falham. Tolera solos calcários, argilosos compactos e arenosos pobres desde que a drenagem se mantenha; pega com regularidade em transplantação tardia se o torrão estiver estabilizado. A tolerância à seca é elevada após pegamento, com sistema radicular adaptado a solo seco em Verão e húmido em Inverno. Resiste a ventos fortes em zonas costeiras a Sul do Mondego, com tolerância moderada ao salitre.
A folhagem persistente, verde-escura e densa, em ramos eretos compactos, mantém o desenho da coroa sem necessidade de poda de formação. Esta densidade torna a cultivar útil…
Distingue-se da espécie tipo, de copa cónica e ramificação variável, pela coroa estritamente colunar de 2 a 3 metros de largura para 15 a 20 metros de altura em planta adulta. Esta proporção, próxima de 1:7, é o motivo pelo qual entra em projecto: oferece massa vertical sem comprometer a largura do espaço canal, do passeio ou do separador.
Comporta-se bem nas condições ibéricas em que outros coníferos de porte vertical falham. Tolera solos calcários, argilosos compactos e arenosos pobres desde que a drenagem se mantenha; pega com regularidade em transplantação tardia se o torrão estiver estabilizado. A tolerância à seca é elevada após pegamento, com sistema radicular adaptado a solo seco em Verão e húmido em Inverno. Resiste a ventos fortes em zonas costeiras a Sul do Mondego, com tolerância moderada ao salitre.
A folhagem persistente, verde-escura e densa, em ramos eretos compactos, mantém o desenho da coroa sem necessidade de poda de formação. Esta densidade torna a cultivar útil como tela visual estreita em situações onde uma sebe estrutural não cabe em planta. Em condições favoráveis o crescimento é vigoroso para o género, atingindo calibre de projecto em prazos compatíveis com obra municipal.
A fitossanidade pede atenção. O género está sob pressão do cancro do cipreste (Seiridium cardinale), pelo que se recomenda evitar feridas de poda em períodos húmidos e manter espaçamento que favoreça arejamento da coroa. Em contrapartida, a baixa carga resinosa traduz-se em comportamento favorável face ao fogo, documentado em ensaio em Andilla, Valência, em 2012, o que pode pesar em alinhamentos em interface urbano-florestal.
O uso clássico em jardins históricos mediterrânicos e em quintas do Centro e Sul de Portugal confirma o pegamento e a longevidade da cultivar em condições nacionais. Em projecto contemporâneo entra como marcação de entrada, eixo de aproximação, pontuação em maciço de baixa altura ou contraponto vertical a porte alargado de plátano, alfarrobeira ou sobreiro.
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