Pilriteiro autóctone para sebes vivas e jardins naturalistas
Pilriteiro-bravo · Crataegus monogyna
Pilriteiro-bravo nativo, presente na orla de montados e galerias ripícolas do norte ao Alentejo, especificado em sebes rurais defensivas, maciços naturalísticos e em arruamentos secundários onde se procura pequeno porte autóctone com floração de Maio.
- Floração branca em cachos densos em Maio, perfumada à distância
- Frutos vermelhos que persistem na árvore até bem entrado o Outono
- Copa arredondada e densa, de espaço modesto e bem definido
Sobre esta espécie
Crataegus monogyna mantém-se entre arbusto vigoroso e pequena árvore até 8 a 10 m, com copa arredondada e densa sobre fuste curto. A ramificação espinescente e o ritmo de crescimento médio tornam-no eficaz onde se exige sebe defensiva impenetrável a gado e a passagem desordenada. A folhagem é profundamente lobada, verde escura no Verão, com viragem para tons cobre antes da queda.
Espécie europeia de ampla distribuição, autóctone em Portugal, comporta-se com fiabilidade desde o Minho ao Alentejo interior. Tolera solos calcários, argilosos compactados e arenosos pobres desde que com drenagem aceitável, embora prefira terras frescas. Resistente ao frio até cerca de -25 °C, encaixa em qualquer zona do continente; em exposição plena a meia-sombra, suporta o stress hídrico estival uma vez estabelecido, sem o vigor de um sobreiro mas sem a exigência de água de um freixo.
Em projecto, ocupa o lugar que um medronheiro toma em maciços de transição, com porte semelhante e silhueta mais aberta,…
Crataegus monogyna mantém-se entre arbusto vigoroso e pequena árvore até 8 a 10 m, com copa arredondada e densa sobre fuste curto. A ramificação espinescente e o ritmo de crescimento médio tornam-no eficaz onde se exige sebe defensiva impenetrável a gado e a passagem desordenada. A folhagem é profundamente lobada, verde escura no Verão, com viragem para tons cobre antes da queda.
Espécie europeia de ampla distribuição, autóctone em Portugal, comporta-se com fiabilidade desde o Minho ao Alentejo interior. Tolera solos calcários, argilosos compactados e arenosos pobres desde que com drenagem aceitável, embora prefira terras frescas. Resistente ao frio até cerca de -25 °C, encaixa em qualquer zona do continente; em exposição plena a meia-sombra, suporta o stress hídrico estival uma vez estabelecido, sem o vigor de um sobreiro mas sem a exigência de água de um freixo.
Em projecto, ocupa o lugar que um medronheiro toma em maciços de transição, com porte semelhante e silhueta mais aberta, ganhando em compatibilidade com solos pesados onde o medronheiro hesita. A floração branca em corimbos abre de Maio a início de Junho, seguida de pequenos frutos vermelhos persistentes que prolongam o interesse ornamental até final do Outono e atraem aves frugívoras nativas.
Figura nas listas de flora autóctone do ICNF, o que sustenta a sua inclusão em PDM com quota de espécies nativas e em projectos de recuperação de orla ripícola ou bordadura de montado. Não está sob pressão fitossanitária comparável à da chalarose no freixo ou da seca dos montados, e a sua resistência ao salitre permite-lhe figurar em sebes interiores da orla costeira atlântica. Aceita poda de formação severa, recompondo a copa em duas a três campanhas, o que torna a sua manutenção em alinhamento secundário ou em sebe estrutural matéria de rotina viveirista.
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