Conífera arquitectónica de agulhas azul-prateadas
Cedro-do-atlas ‘Glauca’ · Cedrus atlantica ‘Glauca’
De folhagem azul-prateada que distingue o cultivar do tipo botânico, esta conífera consolidou-se em parques históricos e alamedas portuguesas como peça arquitectónica de copa larga e silhueta inconfundível.
- Agulhas azul-prateadas em densos agrupamentos que distinguem a copa a longa distância
- Porte piramidal em jovem que abre em ramos fortes e horizontais com a idade
- Conífera longeva que ganha presença a cada década
Factos-chave
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Sobre esta cultivar
A folhagem azul-prateada do 'Glauca' é o que distingue este cultivar da forma típica da espécie. As agulhas curtas e rígidas surgem em densos tufos sobre ramos horizontais e fortemente estruturados, conferindo uma textura que se lê à distância e que mantém presença visual durante o Inverno, quando a maioria das alternativas caducifólias entrega o protagonismo. Em projecto, ocupa o papel arquitectónico de uma conífera de grande porte sem a uniformidade verde-escura do Cedrus deodara ou do Cupressus sempervirens em alinhamento.
O comportamento em condições portuguesas é consistente. Resiste bem à seca estival após pegamento, suporta a poluição atmosférica dos arruamentos do Grande Porto e da Grande Lisboa, e adapta-se a solos calcários ou argilosos desde que a drenagem seja efectiva. A tolerância salina é baixa: descarta-se em primeira linha costeira atlântica exposta. A rusticidade ao frio (mínimas até cerca de -15 °C) cobre o interior de Trás-os-Montes e da Beira sem reservas.
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A folhagem azul-prateada do 'Glauca' é o que distingue este cultivar da forma típica da espécie. As agulhas curtas e rígidas surgem em densos tufos sobre ramos horizontais e fortemente estruturados, conferindo uma textura que se lê à distância e que mantém presença visual durante o Inverno, quando a maioria das alternativas caducifólias entrega o protagonismo. Em projecto, ocupa o papel arquitectónico de uma conífera de grande porte sem a uniformidade verde-escura do Cedrus deodara ou do Cupressus sempervirens em alinhamento.
O comportamento em condições portuguesas é consistente. Resiste bem à seca estival após pegamento, suporta a poluição atmosférica dos arruamentos do Grande Porto e da Grande Lisboa, e adapta-se a solos calcários ou argilosos desde que a drenagem seja efectiva. A tolerância salina é baixa: descarta-se em primeira linha costeira atlântica exposta. A rusticidade ao frio (mínimas até cerca de -15 °C) cobre o interior de Trás-os-Montes e da Beira sem reservas.
O sistema radicular pivotante exige planeamento. A transplantação tardia é difícil sem torrão estabilizado em sucessivas campanhas de engorda; em obra, o pegamento depende de cova larga, drenagem assegurada e protecção contra ventos dominantes nos primeiros anos. A profundidade das raízes torna o cultivar inadequado para caldeiras estreitas ou proximidade de redes técnicas: a sua leitura natural é o parque urbano, a alameda em separador largo, o jardim de quinta, o exemplar isolado em maciço.
O crescimento é lento a moderado. A copa abre-se com a idade, perde o porte estritamente piramidal da juventude e ganha ramos horizontais espraiados que assentam a árvore na escala da paisagem. Em projecto municipal ou em jardim privado de longa duração, é uma escolha de longevidade: exemplares centenários estão documentados em jardins históricos portugueses, e a curva de retorno paisagístico justifica a aquisição em calibre já formado.
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