Estrutura formal para o jardim atlântico do norte
Carpino · Carpinus betulus
Árvore caducifólia europeia de copa regular e fuste recto, especifica-se em alinhamento urbano e sebe estrutural quando o projecto exige a forma da faia em solo argiloso ou em situação de encharcamento sazonal incompatível com Fagus sylvatica.
- Tronco cinzento liso com caneluras musculadas que se enrolam pela altura
- Folha plissada de nervuras pronunciadas que prende a luz
- Coloração de Outono em amarelo e cobre seco
Sobre esta espécie
Em alinhamento e em parque urbano, o carpino assume a função estrutural normalmente atribuída à faia, mas em condições edáficas onde Fagus sylvatica não consegue manter vigor. A copa, piramidal nos exemplares jovens e oval-arredondada na maturidade, atinge 15 a 25 m de altura por 10 a 15 m de diâmetro, conservando silhueta regular sob poda de formação. O fuste é o seu ponto distintivo: casca lisa cinzenta com caneluras longitudinais que evocam feixes musculares, oferecendo interesse estrutural durante todo o inverno.
O comportamento edáfico explica a sua especificação: tolera argilas pesadas compactadas, solos calcários bem drenados, e situações de encharcamento sazonal habituais nas várzeas do Minho e do Baixo Mondego. Resiste sem stress invernal em todo o território continental, incluindo Trás-os-Montes interior. O calor estival atlântico de Lisboa e Porto não compromete o vigor; em regiões de seca estival prolongada, como o Alentejo interior, requer rega de manutenção até…
Em alinhamento e em parque urbano, o carpino assume a função estrutural normalmente atribuída à faia, mas em condições edáficas onde Fagus sylvatica não consegue manter vigor. A copa, piramidal nos exemplares jovens e oval-arredondada na maturidade, atinge 15 a 25 m de altura por 10 a 15 m de diâmetro, conservando silhueta regular sob poda de formação. O fuste é o seu ponto distintivo: casca lisa cinzenta com caneluras longitudinais que evocam feixes musculares, oferecendo interesse estrutural durante todo o inverno.
O comportamento edáfico explica a sua especificação: tolera argilas pesadas compactadas, solos calcários bem drenados, e situações de encharcamento sazonal habituais nas várzeas do Minho e do Baixo Mondego. Resiste sem stress invernal em todo o território continental, incluindo Trás-os-Montes interior. O calor estival atlântico de Lisboa e Porto não compromete o vigor; em regiões de seca estival prolongada, como o Alentejo interior, requer rega de manutenção até consolidação radicular, normalmente até ao terceiro ano após plantação.
Não apresenta pressão fitossanitária relevante em contexto português: o género é resistente às pragas e doenças foliares mais comuns, sem ameaças comparáveis à chalarose do freixo ou ao cancro colorido do plátano. O sistema radicular é fasciculado e não-agressivo, compatível com caldeiras de 1,5 m e com a proximidade a redes técnicas que define o arruamento urbano contemporâneo. Tolera poda dura sem perda de vigor, o que sustenta o seu uso em sebe estrutural alta e em topiária formal de manutenção continuada.
A folha é ovada, duplamente serrilhada, verde escura durante o estio, com viragem para amarelo cobre estável entre Outubro e final de Novembro em situação atlântica. Os exemplares jovens e a vegetação sujeita a poda regular conservam a folha seca durante o inverno, comportamento marcescente com valor projectual em sebe alta ou em barreira visual permanente. A área natural da espécie estende-se até ao norte de Espanha, o que sustenta o seu uso em projecto ibérico sem registo de comportamento invasor em Portugal.
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