Bordo de folhagem púrpura para jardins do litoral fresco
Bordo-da-noruega ‘Crimson King’ · Acer platanoides ‘Crimson King’
Árvore caducifólia de copa arredondada e folhagem púrpura sustentada do início da Primavera ao Outono, o bordo-norueguês 'Crimson King' é cultivado sobretudo pelo contraste cromático que introduz num jardim de grande porte.
- Folhagem púrpura quase ametista mantida da abertura dos rebentos ao fim do Verão
- Copa arredondada e densa sobre fuste recto, presença forte e durável
- Em Novembro a folha vira a tons cobre e vermelho antes de cair
Factos-chave
Sobre esta cultivar
Trata-se de uma selecção do bordo-norueguês cuja folhagem se mantém num púrpura escuro, quase ametista, desde a abertura dos rebentos em Abril até às primeiras gelas. As folhas largas, com cinco lóbulos de pontas afiladas, formam uma copa densa e arredondada que, em pleno desenvolvimento, atinge dez a quinze metros de altura por seis a dez de largura. Sobre o solo escuro de Outono, a copa vira a tons cobre e vermelho seco antes da queda. É uma árvore de presença forte, escolhida quase sempre pelo contraste cromático que oferece face às folhagens verdes circundantes.
Em Portugal, o 'Crimson King' dá-se melhor onde o Verão é menos extremo: a faixa litoral do Grande Porto, a Costa de Prata, as encostas mais frescas de Sintra e Cascais, e jardins do Douro vinhateiro a meia altura. Em solo profundo, bem drenado e regularmente mantido, comporta-se como árvore fiável. No interior alentejano e no Algarve mais seco a sua tolerância à secura é apenas moderada e a folhagem púrpura tende a…
Trata-se de uma selecção do bordo-norueguês cuja folhagem se mantém num púrpura escuro, quase ametista, desde a abertura dos rebentos em Abril até às primeiras gelas. As folhas largas, com cinco lóbulos de pontas afiladas, formam uma copa densa e arredondada que, em pleno desenvolvimento, atinge dez a quinze metros de altura por seis a dez de largura. Sobre o solo escuro de Outono, a copa vira a tons cobre e vermelho seco antes da queda. É uma árvore de presença forte, escolhida quase sempre pelo contraste cromático que oferece face às folhagens verdes circundantes.
Em Portugal, o 'Crimson King' dá-se melhor onde o Verão é menos extremo: a faixa litoral do Grande Porto, a Costa de Prata, as encostas mais frescas de Sintra e Cascais, e jardins do Douro vinhateiro a meia altura. Em solo profundo, bem drenado e regularmente mantido, comporta-se como árvore fiável. No interior alentejano e no Algarve mais seco a sua tolerância à secura é apenas moderada e a folhagem púrpura tende a queimar nos dias de calor seco prolongado, pelo que aí merece sombra parcial à tarde e rega de apoio nos primeiros Verões.
Em Abril, antes de a folhagem se completar, surgem pequenos corimbos de flores amarelo-esverdeadas, vistosos pelo contraste contra os ramos ainda escuros. Seguem-se sâmaras aladas que permanecem na árvore até ao fim do Verão. O crescimento é moderado, mais lento do que o do plátano com que muitas vezes é comparado em alinhamento urbano, e o tronco escurece com a idade, ganhando uma textura levemente sulcada que sustenta bem a folhagem em silhueta de inverno.
É uma árvore de raiz superficial, característica que importa ter em conta na implantação: convém afastar a cova de calçadas, muros e canalizações, e não se deve contar com ela para sombrear um relvado denso. Em solo profundo e em pleno sol, com rega de apoio nos primeiros três Verões, estabelece-se sem dificuldade e oferece décadas de presença marcante numa propriedade.
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