Bordo mediterrânico para jardins secos e calcários
Zelha · Acer monspessulanum
Bordo autóctone do mediterrâneo peninsular, listado entre a flora nativa de Portugal, ocupa em alinhamento o lugar de um Acer campestre ou de um Celtis australis em solos calcários secos e compactados onde estes ficam aquém.
- Porte contido e arredondado, raramente acima dos dez metros
- Copa densa de folha miúda, trilobada e verde escuro brilhante
- Cor de Outono em tons de cobre e laranja, de Outubro a Novembro
Sobre esta espécie
Árvore de pequeno a médio porte decídua, atinge 10 a 15 m de altura em projeto (raramente 20 m), com tronco até 75 cm de diâmetro e coroa arredondada densa que se estabiliza cedo numa silhueta regular. A casca é cinzenta e lisa no jovem, finamente fissurada na maturidade, com leitura visual estável em situação de praça ou separador central.
As folhas, pequenas e coriáceas, trilobadas, com 3 a 6 cm, verde-escuras e glabras, persistem semi-perenes em invernos amenos do litoral e caem tardiamente em novembro nas estações continentais; a queda é discreta e compatível com pavimentos urbanos. Distingue-se de Acer campestre, com que partilha registo, pelas folhas menores e mais lisas, pela ausência de látex no pecíolo e pelas sâmaras de asas paralelas em vez de abertas a 180°.
O comportamento em local resolve a vocação para arruamento e maciço em condições difíceis. Suporta calores estivais prolongados e secura sem rega de manutenção a partir do segundo ano, comportamento estabelecido…
Árvore de pequeno a médio porte decídua, atinge 10 a 15 m de altura em projeto (raramente 20 m), com tronco até 75 cm de diâmetro e coroa arredondada densa que se estabiliza cedo numa silhueta regular. A casca é cinzenta e lisa no jovem, finamente fissurada na maturidade, com leitura visual estável em situação de praça ou separador central.
As folhas, pequenas e coriáceas, trilobadas, com 3 a 6 cm, verde-escuras e glabras, persistem semi-perenes em invernos amenos do litoral e caem tardiamente em novembro nas estações continentais; a queda é discreta e compatível com pavimentos urbanos. Distingue-se de Acer campestre, com que partilha registo, pelas folhas menores e mais lisas, pela ausência de látex no pecíolo e pelas sâmaras de asas paralelas em vez de abertas a 180°.
O comportamento em local resolve a vocação para arruamento e maciço em condições difíceis. Suporta calores estivais prolongados e secura sem rega de manutenção a partir do segundo ano, comportamento estabelecido pelas suas populações nativas em estações calcárias secas do mediterrâneo peninsular.
Tolera solos pobres, calcários compactos e pedregosos, com a única exigência firme de drenagem, e suporta exposição plena sem queimadura foliar. Resiste a temperaturas mínimas na ordem dos -15 °C, folga suficiente para qualquer exposição continental portuguesa.
Não há registo botânico de pragas ou doenças significativas para a espécie, e o género Acer não está atualmente sob pressão fitossanitária comparável à que afeta Platanus, Fraxinus ou Castanea no contexto português.
O sistema radicular é pivotante, herdado da adaptação às rochas calcárias do seu habitat, e compatível com caldeiras urbanas corretamente dimensionadas sem o risco de levantamento de pavimento associado aos bordos de maior porte e crescimento rápido. O crescimento é lento, ritmo que recomenda especificação em calibres superiores quando a função estrutural precisa de leitura imediata em obra.
A floração corimbosa amarelo-esverdeada em maio e a viragem foliar para tons alaranjados estáveis em fim de outono justificam a sua inclusão em cadernos de encargos com exigência de espécies autóctones e de interesse sazonal.
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